| CAPÍTULO
5
RESULTADOS:
A PAISAGEM DE CONSERVAÇÃO
DA BIODIVERSIDADE
Outras
áreas importantes na Paisagem
de Conservação da
Biodiversidade
Área
Necessitando de Corredor:
A conectividade entre os dois setores
principais (norte e sul) da Paisagem
de Conservação da
Biodiversidade é crucial
para a implementação
da Visão da Biodiversidade.
Nesta escala de análise,
a área entre estes dois setores
tem um índice de potencial
para conservação muito
baixo. Ainda que esteja sendo implementado
no Brasil um projeto para criar
um corredor de 50 m de largura (Iguaçu
– Itaipu), que fará
a interligação entre
os dois setores, podemos antecipar
a priori que isso não será
suficiente para garantir uma conectividade
adequada entre eles. Isto se dá
porque o efeito de borda ao longo
deste corredor estreito será
extremamente alto (veja Quadro
4) e nessa área não
há chance de se aumentar
muito a largura ou criar uma boa
zona tampão ao longo do corredor.
Apenas as espécies mais generalistas
(ou especialistas de borda) podem
fazer uso desde corredor restrito.
Por não haver disponibilidade
de informações em
escalas mais detalhadas para desenhar
este corredor, foi identificada
uma área mais ampla onde
o corredor poderá ser proposto
e implementado (Figura
35).
Bacias Hidrográficas
Prioritárias: Finalmente,
foram identificadas áreas
importantes para o desenvolvimento
do manejo de microbacias hidrográficas
e programas de conservação
(Figura
36). As bacias hidrográficas
foram selecionadas com base em vários
critérios: estado de conservação
da bacia, presença de áreas
protegidas (sejam de uso sustentável
ou de proteção integral),
presença de iniciativas de
conservação em andamento
e potencial da bacia em conectar
a Ecorregião Florestas do
Alto Paraná com outras ecorregiões
vizinhas. Com relação
ao último critério,
duas dessas bacias hidrográficas
(Rio Iguaçu e Rio Jejuí)
são especialmente importantes
por constituírem conexões
em potencial com as Ecorregiões
Floresta de Araucárias e
Chaco-Pantanal, respectivamente.
A
Paisagem de Conservação
da Biodiversidade final está
ilustrada na Figura 36. Ao se atingir
essa paisagem de conservação
em 50 anos, os objetivos de conservação
da biodiversidade serão alcançados.
Esta não é uma paisagem
estática, uma vez que as
análises e os esquemas em
escalas menores poderão modificar
ligeiramente essa forma final. No
futuro, poderão surgir novas
oportunidades de conservação
da biodiversidade, permitindo que
outras áreas sejam recuperadas
e incorporadas nesta Visão.
O monitoramento da situação
real e os ajustes no gerenciamento
das prioridades representadas nesta
Paisagem de Conservação
da Biodiversidade são cruciais
para garantir que os objetivos da
conservação da biodiversidade
de longo prazo sejam atingidos.
Esses resultados serão refinados
ao longo do tempo como conseqüência
do andamento e do maior detalhamento
do planejamento da conservação,
do desenho da paisagem e dos processos
de tomada de decisão.
Representatividade
das Unidades de Paisagem na Paisagem
de Conservação da
Biodiversidade final
Pode-se dividir as 18 unidades de
paisagem da ecorregião em
cinco grupos, de acordo com suas
representações na
Paisagem de Conservação
da Biodiversidade final (Tabela
6). Oito unidades de paisagem
não têm representatividade
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade final. Estas mesmas
unidades de paisagem não
têm fragmentos florestais
maiores que 1.000 ha (seis delas
não têm fragmentos
maiores que 500 ha). Os pequenos
fragmentos que restam nessas unidades
de paisagem estão bastante
isolados, localizam-se em áreas
de alto risco e possuem poucas oportunidades
para conservação.
Muitas das unidades de paisagem
que não têm representatividade
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade estão localizadas
na parte norte da ecorregião.
Incluem todas as unidades estacionais
(com mais de dois meses de período
seco) e duas semi-estacionais. Estas
áreas são próximas
da Ecorregião Cerrado e provavelmente
representam áreas de transição
para essas ecorregiões.
O segundo grupo é composto
por uma unidade de paisagem fracamente
representada por apenas uma área
isolada. Trata-se de uma área
de grande altitude, semi-estacional
e plana. Apenas 2,8% desta unidade
de paisagem está representada
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade, mas não
dentro de áreas de proteção
integral.
O terceiro grupo é constituído
por cinco unidades de paisagem que
têm baixa representatividade
em áreas de proteção
integral (0,3 – 2,7% das áreas
originais) ou nas Áreas de
Uso Sustentável, mas têm
boa representatividade em várias
áreas isoladas e em áreas
de manejo de microbacias. A representatividade
final dessas unidades de paisagem
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade varia de 16,0
a 27,6% de suas áreas originais.
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