| SUMÁRIO
EXECUTIVO
Nossa
Visão no mapa
Um
dos elementos cruciais de nossa
Visão de Biodiversidade é
uma Paisagem de Conservação
da Biodiversidade que se estende
por três países, com
área suficiente para abrigar
populações viáveis
de vida selvagem e mitigar as ações
humanas que representam riscos,
de forma a garantir que os principais
objetivos da conservação
da biodiversidade sejam atingidos.
A implementação desta
Visão dependerá da
participação de muitos
setores e a coordenação
de atividades além das fronteiras
destes três países.
A Paisagem de Conservação
da Biodiversidade final é
composta de três tipos
principais de áreas,
descritas mais detalhadamente no
Capítulo
5:
As Áreas Prioritárias
para Conservação da
Biodiversidade, sendo que
a principal categoria é composta
pelas Áreas-núcleo
- blocos de floresta nativa bem
preservada grandes o suficiente
para resistir às ameaças
que causam perda de biodiversidade.
Estas são as áreas
mais estratégicas e importantes
biologicamente para a conservação,
sejam públicas ou particulares.
Cada Área-núcleo deve
ser administrada com a finalidade
de se manter uma área de
floresta contínua suficientemente
grande para que o ciclo de vida
de espécies que requerem
áreas extensas, como as onças-pintadas
e queixadas, se complete. As Áreas-núcleo
devem ser administradas sob proteção
integral e as atividades humanas
nela desenvolvidas devem ser reduzidas
ao mínimo. As Áreas-núcleo
devem ser conectadas a outras Áreas-núcleo
por meio de uma rede de corredores
biológicos para que os nossos
objetivos de conservação
da biodiversidade sejam atingidos.
As Áreas Estratégicas
para a Conservação
da Biodiversidade –
são constituídas por
uma série de áreas
pequenas que visam aumentar a representatividade
de outras unidades de paisagem.
Embora essas áreas não
sejam suficientemente resilientes
quando isoladas, podem cumprir um
papel estratégico na conservação
da biodiversidade ao facilitar a
implantação de corredores
biológicos ou aumentar a
representatividade de unidades de
paisagem. De acordo com a localização
e o papel a cumprir, nós
classificamos as Áreas Estratégicas
em duas categorias: Trampolins
ecológicos e Áreas
Isoladas.
As Áreas de Uso Sustentável
- são grandes áreas
que funcionam como amortecimento
e conexão no entorno das
Áreas-núcleo, de outras
áreas que se encontram sob
proteção integral
e dos corredores biológicos.
Elas mantêm os processos ecológicos,
prestam serviços ambientais
e, ao mesmo tempo, abrigam atividades
econômicas ecologicamente
viáveis. Identificamos quatro
categorias de Áreas de Uso
Sustentável: os Corredores
Principais, os Corredores
Secundários, as
Expansões Laterais
dos Corredores e os Corredores
Potenciais.
Neste documento, o termo corredor
biológico é
utilizado para designar áreas
relativamente estreitas de floresta
nativa, seja natural ou recuperada,
que conectam grandes manchas florestais
tais como Áreas-núcleo
ou Áreas de Uso Sustentável.
Os corredores biológicos
permitem a circulação
de vida selvagem e suficiente fluxo
gênico entre as áreas
conectadas contribuindo, assim,
para a manutenção
de populações viáveis.
Também identificamos áreas
que são importantes para
o desenvolvimento dos programas
de manejo e conservação
das microbacias hidrográficas,
assim como áreas onde necessitamos
desenvolver um planejamento mais
detalhado do uso da terra a fim
de desenhar e implantar apropriadamente
corredores biológicos estratégicos.
A Figura
36 representa o resultado da
Paisagem de Conservação
da Biodiversidade. Devido à
falta de oportunidades para conservação
da biodiversidade e/ou à
falta de fragmentos florestais com
valor de conservação
suficiente, algumas unidades da
paisagem não estão
representadas na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade final. Ainda assim,
esta Paisagem de Conservação
da Biodiversidade pretende garantir
a conservação de grandes
blocos de floresta nativa resilientes,
onde populações viáveis
de espécies guarda-chuva
e processos ecológicos, incluindo
predação por predadores
de topo de cadeia, poderão
ser mantidos.
A fim de alcançar esta Paisagem
de Conservação da
Biodiversidade estimamos que, além
da efetiva implementação
de todas as áreas protegidas
existentes, será necessário
criar e implementar pelo menos cerca
de 1,28 milhão de hectares
de áreas protegidas de proteção
integral, 4 milhões de hectares
de áreas protegidas de uso
sustentável, além
de recuperar cerca de 2,6 milhões
de hectares de florestas, somando
áreas a serem recuperadas
dentro de áreas protegidas
e na formação de corredores.
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