Foto: Liviam Cordeiro Beduschi - WWF-Brasil Foto: José & Adriana Calo Foto: WWF-Canon/Michel Gunther Foto: WWF-Canon/Michel Gunther Foto: WWF-Canon/Michel Gunther
 
 

CAPÍTULO 6

ESTABELECENDO PRIORIDADES E METAS PARA AÇÕES DE CONSERVAÇÃO

Da Visão para a Ação – implementando um Plano de Ação para a Ecorregião

Tendo esta Visão da Biodiversidade como um guia, o WWF e os parceiros locais precisam transformar as ações de curto prazo já em andamento em um Plano de Ação da Ecorregião, que determine metas específicas de curto (1 – 5 anos) e médio prazos (10 – 15 anos). Este Plano deve identificar claramente estratégias mitigadoras de risco e centralizar-se em metas claras para o sucesso da conservação, assim como nas funções das instituições parceiras, nas possibilidades de financiamento de longo prazo, nas estruturas efetivas de controle, nas atividades de comunicação e de campanhas e nas ações voltadas à capacitação. Estas metas claras são essenciais para orientar, enfocar e monitorar os progressos. Juntamente com esta Visão inspiradora, metas claras e relatórios transparentes dos resultados são necessários para se construir o compromisso e a apropriação pelos parceiros, para um engajamento contínuo e ativo. Embutido no engenho de um Plano de Ação Ecorregional está a necessidade de flexibilidade. Uma vez que mais informações são coletadas e ações são monitoradas, o Plano deve ser facilmente atualizado e permitir correta apreciação, quando for necessária uma mudança de curso ou estratégia. Além de ajudar os programas de ação a organizar os trabalhos estratégicos na ecorregião, o Plano tem outros benefícios. O Plano de Ação para a ecorregião pode ajudar abertamente na articulação da agenda de biodiversidade ajudando os líderes a reconhecerem a importância desta agenda dentre outras prioridades nacionais e internacionais. Está claro que o desenvolvimento de parcerias institucionais adequadas é necessário para fortalecer a defesa em diversos níveis. Como o Brasil, Argentina e Paraguai são (em vários níveis) democracias recentemente emergentes, esta capacitação coincide significativamente com o desenvolvimento da participação ativa da população no governo e como cidadãos.

A implementação pode ocorrer em níveis abaixo da escala ecorregional, ou fora da ecorregião, dependendo da questão envolvida. Uma análise dos riscos é um filtro essencial para a determinação de qual escala e em que ritmo devemos atuar. Todas as atividades de conservação precisam ser pensadas e implantadas levando-se em consideração as realidades social e política nas quais elas estarão inseridas. Na Ecorregião Florestas do Alto Paraná, estas realidades são diferentes em cada um dos três países e também em diferentes regiões dentro de um mesmo país. Muitas destas ações serão implantadas em nível nacional e regional, dentro de cada país. Entretanto, planejamento estratégico, monitoramento dos riscos e resultados de conservação e os ajustamentos necessários devem ser conduzidos em escala ecorregional.


 
Foto: José & Adriana Calo
Sumário Executivo
 
Capítulo 1 – Conservação Ecorregional e a Visão de Biodiversidade
 
Capítulo 2 – A Ecorregião Florestas do Alto Paraná
 
Capítulo 3 – Objetivos para Alcançar os Resultados de Conservação da Biodiversidade
 
Capítulo 4 – Planejando uma Paisagem de Conservação da Biodiversidade – Metodologia
 
Capítulo 5 – Resultados:
A Paisagem de Conservação da Biodiversidade
 
Capítulo 6 – Estabelecendo prioridades e metas para ações de conservação
 
Referências Bibliográficas
 
Agradecimentos
 
Índice de Figuras de Tabelas