| CAPÍTULO
6
ESTABELECENDO
PRIORIDADES E METAS PARA AÇÕES
DE CONSERVAÇÃO
Da
Visão para a Ação
– implementando um Plano de
Ação para a Ecorregião
Tendo
esta Visão da Biodiversidade
como um guia, o WWF e os parceiros
locais precisam transformar as ações
de curto prazo já em andamento
em um Plano de Ação
da Ecorregião, que determine
metas específicas de curto
(1 – 5 anos) e médio
prazos (10 – 15 anos). Este
Plano deve identificar claramente
estratégias mitigadoras de
risco e centralizar-se em metas
claras para o sucesso da conservação,
assim como nas funções
das instituições parceiras,
nas possibilidades de financiamento
de longo prazo, nas estruturas efetivas
de controle, nas atividades de comunicação
e de campanhas e nas ações
voltadas à capacitação.
Estas metas claras são essenciais
para orientar, enfocar e monitorar
os progressos. Juntamente com esta
Visão inspiradora, metas
claras e relatórios transparentes
dos resultados são necessários
para se construir o compromisso
e a apropriação pelos
parceiros, para um engajamento contínuo
e ativo. Embutido no engenho de
um Plano de Ação Ecorregional
está a necessidade de flexibilidade.
Uma vez que mais informações
são coletadas e ações
são monitoradas, o Plano
deve ser facilmente atualizado e
permitir correta apreciação,
quando for necessária uma
mudança de curso ou estratégia.
Além de ajudar os programas
de ação a organizar
os trabalhos estratégicos
na ecorregião, o Plano tem
outros benefícios. O Plano
de Ação para a ecorregião
pode ajudar abertamente na articulação
da agenda de biodiversidade ajudando
os líderes a reconhecerem
a importância desta agenda
dentre outras prioridades nacionais
e internacionais. Está claro
que o desenvolvimento de parcerias
institucionais adequadas é
necessário para fortalecer
a defesa em diversos níveis.
Como o Brasil, Argentina e Paraguai
são (em vários níveis)
democracias recentemente emergentes,
esta capacitação coincide
significativamente com o desenvolvimento
da participação ativa
da população no governo
e como cidadãos.
A implementação pode
ocorrer em níveis abaixo
da escala ecorregional, ou fora
da ecorregião, dependendo
da questão envolvida. Uma
análise dos riscos é
um filtro essencial para a determinação
de qual escala e em que ritmo devemos
atuar. Todas as atividades de conservação
precisam ser pensadas e implantadas
levando-se em consideração
as realidades social e política
nas quais elas estarão inseridas.
Na Ecorregião Florestas do
Alto Paraná, estas realidades
são diferentes em cada um
dos três países e também
em diferentes regiões dentro
de um mesmo país. Muitas
destas ações serão
implantadas em nível nacional
e regional, dentro de cada país.
Entretanto, planejamento estratégico,
monitoramento dos riscos e resultados
de conservação e os
ajustamentos necessários
devem ser conduzidos em escala ecorregional. |