| CAPÍTULO
6
ESTABELECENDO
PRIORIDADES E METAS PARA AÇÕES
DE CONSERVAÇÃO
META
5:
Apoio
e participação pública
na implementação da
Paisagem de Conservação
da Biodiversidade.
Passos estratégicos:
1. Desenvolvimento de mecanismos
para identificar e envolver novos
atores sociais até 2005.
2. Desenvolvimento de mecanismos
financeiros privados e públicos
nos três países,
visando a geração
de fundos de longo prazo para
a conservação na
ecorregião, até
2006.
3. Atores sociais locais e regionais
envolvidos em todas as atividades
de planejamento da paisagem, até
2006.
4. Reconhecimento político
da Paisagem de Conservação
da Biodiversidade pelos governos
dos três países,
até 2006.
5. Aumento da conscientização
pública sobre o valor da
Mata Atlântica do Alto Paraná
e a necessidade de implementar
a Paisagem de Conservação
da Biodiversidade, até
2006.
6. Incorporação
das metas da Visão da Biodiversidade
dentro dos programas dos atores
sociais, incluindo iniciativas
governamentais de desenvolvimento,
até 2006.
7. Programas de educação
ambiental permanentes nos três
países, objetivando o fortalecimento
das ações comunitárias
para a implementação
da Paisagem de Conservação
da Biodiversidade iniciados até
2006.
8. Criação e fortalecimento
de um ‘Fórum Transfronteiriço’,
com base na experiência
da ‘Iniciativa Trinacional’,
para o desenvolvimento do diálogo,
consenso nas estratégias,
coordenação das
ações e troca de
experiências entre os atores
sociais dos três países.
9. Aumento da habilidade técnica
local, criando uma massa crítica
de profissionais conduzindo as
pesquisas aplicadas e os programas
de conservação,
até 2006.
10. Participação
da comunidade, resultando em melhor
cumprimento da legislação,
visando atingir uma redução
significativa, até 2005,
de:
• Corte ilegal de madeira
e tráfico ilegal dos produtos
florestais; e
• Caça ilegal e tráfico
de animais silvestres.
META
6:
Um sistema permanente de
monitoramento e ajustes adaptativos
da Paisagem de Conservação
da Biodiversidade e do Programa
de Ação, até
2010.
Passos estratégicos:
1.
Programa de conservação,
pesquisa e monitoramento das populações
de espécies guarda-chuva
(onça-pintada, queixada
e anta) em andamento até
2005.
2. Sistemas alocados
até 2006 para monitoramento
de longo prazo de:
• Cobertura florestal e
uso da terra, utilizando métodos
compatíveis em todos os
três países;
• Caça ilegal e tráfico
de animais silvestres;
• Presença de espécies
exóticas e seus respectivos
impactos na biodiversidade;
• Implementação
efetiva de áreas protegidas;
e
• Eficiência das políticas
públicas.
3. Funcionamento
dos mecanismos de coordenação
dos esforços entre instituições
dentro e além das fronteiras
dos países, incluindo revisões
periódicas e aperfeiçoamento
dos objetivos e estratégias
com início até 2006.
4. Mecanismos
para coordenação
de ações nas áreas
protegidas e fortalecimento das
atividades legais entre agências
governamentais diferentes, dentro
e entre os três países,
implantados até 2006.
5. Estudos de
campo conduzidos até 2010
para se testar a eficácia
das unidades de paisagem identificadas
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade.
6. Com a finalidade
de manter a variabilidade genética,
estudos de campo conduzidos até
2010 para avaliar se há
espécies, comunidades,
ou populações endêmicas
em determinadas unidades de paisagem
(particularmente no extremo norte
e extremo sul da ecorregião),
as quais não estejam representadas
na Paisagem de Conservação
da Biodiversidade. Se isto for
confirmado e se estas espécies
não necessitarem de grandes
áreas (por exemplo, pequenas
espécies de vertebrados),
avaliar a viabilidade da incorporação
destas unidades de paisagem dentro
da Paisagem para a Conservação
da Biodiversidade, até
2010.
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