| CAPÍTULO
5
RESULTADOS:
A PAISAGEM DE CONSERVAÇÃO
DA BIODIVERSIDADE
Foram
incluídas nesta categoria
quatro áreas que não
atingem completamente esses critérios.
A Araupel (Brasil) e parte de San
Rafael (Paraguai) foram incluídas
apesar de seus índices de
conservação estarem
abaixo de 32. No entanto, estes
seriam mais altos se fossem incluídas
nas análises algumas mudanças
recentes (como a criação
de novas áreas protegidas),
o que aumentará seu status
de conservação. Caaguazú
(Paraguai) e Morombi (Paraguai)
foram incluídas porque, embora
não tenham mais que 10.000
ha de cobertura florestal sem efeito
de borda, aproximam-se bastante
deste desígnio (9.950 ha
e 9.650 ha, respectivamente). As
Áreas-núcleo finais
estão ilustradas na Figura
33.
Nota:
Devido ao alto grau de fragmentação
florestal nesta ecorregião,
nenhuma Área-núcleo
terá por si só extensão
suficiente para sustentar populações
viáveis de espécies
guarda-chuva. Para cumprir o papel
crucial de Área-núcleo,
cada uma delas deve estar efetivamente
conectada a outras Áreas-núcleo
por meio de corredores biológicos.
Caso esteja isolada, a Área-núcleo
eventualmente perderá a presença
de espécies guarda-chuva
e os processos ecológicos
que dependem delas.
1.
Áreas com Alto
Potencial para serem Protegidas:
Muitas das áreas cobertas
por florestas na província
de Misiones, na Argentina, atendem
aos pré-requisitos para
constituírem uma Área-núcleo.
Entretanto, de acordo com levantamentos
sócio-políticos,
é muito pequena a probabilidade
de toda a área constituir
em algum momento uma área
de proteção integral.
Por essa razão, selecionamos
as áreas do Corredor Verde
com maior índice de potencial
de conservação como
Áreas-núcleo e as
áreas restantes foram categorizadas
como (Figura
34). Uma parte dessas áreas
pode, portanto, passar a ser protegida.
Dependendo do tipo de categoria
da área protegida criada,
a área pode se tornar uma
Área-núcleo, caso
seja de proteção
integral, ou uma Área de
Uso Sustentável, se for
de uso sustentável. Desta
forma, serão consideradas
Áreas Prioritárias
para Conservação
da Biodiversidade, ainda que a
área não se torne
propriamente uma área de
proteção integral.
2. Áreas-núcleo
em Potencial: Estas áreas
atendem somente a dois dos três
pré-requisitos para tornarem-se
uma Área-núcleo
(são maiores que 10.000
ha e têm alto índice
de potencial para conservação
em mais de 60% da área).
No entanto, excluindo-se uma borda
de 500 m de largura, não
há uma área com
cobertura florestal contínua
maior que 10.000 ha. Apesar disso,
devido ao elevado potencial para
conservação, estas
podem se tornar Áreas-núcleo
no futuro, caso sejam implementadas
iniciativas de recuperação
e bom manejo, especialmente ao
longo das bordas (Figura
34).
3. Áreas
de Floresta que Necessitam de
Avaliação (AFNA):
São áreas com relativamente
baixo potencial para conservação.
Em 1997, todas tinham um núcleo
com floresta maior que 10.000
ha (segundo os dados das imagens
de satélite utilizados
para a criação dos
mapas de cobertura florestal do
Paraguai). Entretanto, estão
localizadas na área com
a maior taxa de desmatamento do
Paraguai e, provavelmente, foram
reduzidas a menos de 10.000 ha
(Guyra Paraguay, comunicação
pessoal)
(Figura
34). Será necessária
uma atualização
das informações
sobre as condições
atuais antes de definir o papel
dessas áreas na Paisagem
de Conservação da
Biodiversidade. Neste sentido,
as AFNA são áreas
em condições semelhantes
às Àreas com Alto
Potencial para serem Protegidas,
ou seja, não é possível
definir sem estudos de campo adicionais
se pertencerão à
categoria de uso sustentável
ou de proteção integral
quando forem de fato protegidas.
4. Áreas
Satélite: São
áreas com alto potencial
para conservação,
mas com tamanhos entre 5.000 e
10.000 ha (Figura
34). Será difícil
aumentar esse tamanho, pois são
circundadas por áreas com
baixo potencial para conservação.
Entretanto, se forem conectadas
a Áreas-núcleo,
terão um papel importante
na conservação da
biodiversidade.
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