Foto: Liviam Cordeiro Beduschi - WWF-Brasil Foto: José & Adriana Calo Foto: WWF-Canon/Michel Gunther Foto: WWF-Canon/Michel Gunther Foto: WWF-Canon/Michel Gunther
 

CAPÍTULO 5

RESULTADOS: A PAISAGEM DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Foram incluídas nesta categoria quatro áreas que não atingem completamente esses critérios. A Araupel (Brasil) e parte de San Rafael (Paraguai) foram incluídas apesar de seus índices de conservação estarem abaixo de 32. No entanto, estes seriam mais altos se fossem incluídas nas análises algumas mudanças recentes (como a criação de novas áreas protegidas), o que aumentará seu status de conservação. Caaguazú (Paraguai) e Morombi (Paraguai) foram incluídas porque, embora não tenham mais que 10.000 ha de cobertura florestal sem efeito de borda, aproximam-se bastante deste desígnio (9.950 ha e 9.650 ha, respectivamente). As Áreas-núcleo finais estão ilustradas na Figura 33.

Nota: Devido ao alto grau de fragmentação florestal nesta ecorregião, nenhuma Área-núcleo terá por si só extensão suficiente para sustentar populações viáveis de espécies guarda-chuva. Para cumprir o papel crucial de Área-núcleo, cada uma delas deve estar efetivamente conectada a outras Áreas-núcleo por meio de corredores biológicos. Caso esteja isolada, a Área-núcleo eventualmente perderá a presença de espécies guarda-chuva e os processos ecológicos que dependem delas.

 

1. Áreas com Alto Potencial para serem Protegidas: Muitas das áreas cobertas por florestas na província de Misiones, na Argentina, atendem aos pré-requisitos para constituírem uma Área-núcleo. Entretanto, de acordo com levantamentos sócio-políticos, é muito pequena a probabilidade de toda a área constituir em algum momento uma área de proteção integral. Por essa razão, selecionamos as áreas do Corredor Verde com maior índice de potencial de conservação como Áreas-núcleo e as áreas restantes foram categorizadas como (Figura 34). Uma parte dessas áreas pode, portanto, passar a ser protegida. Dependendo do tipo de categoria da área protegida criada, a área pode se tornar uma Área-núcleo, caso seja de proteção integral, ou uma Área de Uso Sustentável, se for de uso sustentável. Desta forma, serão consideradas Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade, ainda que a área não se torne propriamente uma área de proteção integral.

2. Áreas-núcleo em Potencial: Estas áreas atendem somente a dois dos três pré-requisitos para tornarem-se uma Área-núcleo (são maiores que 10.000 ha e têm alto índice de potencial para conservação em mais de 60% da área). No entanto, excluindo-se uma borda de 500 m de largura, não há uma área com cobertura florestal contínua maior que 10.000 ha. Apesar disso, devido ao elevado potencial para conservação, estas podem se tornar Áreas-núcleo no futuro, caso sejam implementadas iniciativas de recuperação e bom manejo, especialmente ao longo das bordas (Figura 34).

3. Áreas de Floresta que Necessitam de Avaliação (AFNA): São áreas com relativamente baixo potencial para conservação. Em 1997, todas tinham um núcleo com floresta maior que 10.000 ha (segundo os dados das imagens de satélite utilizados para a criação dos mapas de cobertura florestal do Paraguai). Entretanto, estão localizadas na área com a maior taxa de desmatamento do Paraguai e, provavelmente, foram reduzidas a menos de 10.000 ha (Guyra Paraguay, comunicação pessoal)
(Figura 34). Será necessária uma atualização das informações sobre as condições atuais antes de definir o papel dessas áreas na Paisagem de Conservação da Biodiversidade. Neste sentido, as AFNA são áreas em condições semelhantes às Àreas com Alto Potencial para serem Protegidas, ou seja, não é possível definir sem estudos de campo adicionais se pertencerão à categoria de uso sustentável ou de proteção integral quando forem de fato protegidas.

4. Áreas Satélite: São áreas com alto potencial para conservação, mas com tamanhos entre 5.000 e 10.000 ha (Figura 34). Será difícil aumentar esse tamanho, pois são circundadas por áreas com baixo potencial para conservação. Entretanto, se forem conectadas a Áreas-núcleo, terão um papel importante na conservação da biodiversidade.


 
Foto: WWF-Canon/Anthony B. Rath
Sumário Executivo
 
Capítulo 1 – Conservação Ecorregional e a Visão de Biodiversidade
 
Capítulo 2 – A Ecorregião Florestas do Alto Paraná
 
Capítulo 3 – Objetivos para Alcançar os Resultados de Conservação da Biodiversidade
 
Capítulo 4 – Planejando uma Paisagem de Conservação da Biodiversidade – Metodologia
 
Capítulo 5 – Resultados:
A Paisagem de Conservação da Biodiversidade
 
Capítulo 6 – Estabelecendo prioridades e metas para ações de conservação
 
Referências Bibliográficas
 
Agradecimentos
 
Índice de Figuras de Tabelas