PARANÁ

MAPAS DE ABRANGÊNCIA - FASE V E FASE VI

A MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DO PARANÁ

“Oficialmente o Paraná possui hoje uma extensão de 199.729 km2, dos quais 84,7%, ou 169.197 km2, estavam originalmente cobertos pela Mata Atlântica. O restante do território era composto originalmente por formações campestres, manchas de Cerrado e algumas tipologias de vegetação da faixa litorânea”.

“A primeira cobertura vegetal do Estado constava das seguintes formações florísticas: mata pluvial tropical-subtropical; mata de araucária nos planaltos e na região da mata subtropical acima de 500 m, campos limpos e campos cerrados (estepes de gramíneas baixas); vegetação das várzeas e pântanos; vegetação das praias, ilhas, restinga e vegetações altas da serra; e áreas de baías com faixas de mangue. Da superfície aproximada de 201.203 km2, a mata cobria 168.482 km2, incluindo-se as orlas de mangue das baías, as matas subxerófitas de restinga da zona litorânea e as faixas de mata de neblina da Serra do Mar, além da mata pluvial-subtropical e da mata de araucária nos planaltos e na região da mata subtropical acima de 500 m de altitude”.

“Portanto, nesse levantamento as florestas, leia-se Mata Atlântica propriamente dita, cobriam cerca de 83,74% do território do Estado. Nota-se uma diferença em relação aos dados oficiais atuais, gerada por diferenças metodológicas de mapeamento. Porém, o importante a se destacar é que cerca de 84% do território do Paraná era originalmente coberto por formações florestais, todas elas enquadradas no que se chama de Domínio da Mata Atlântica”.

“A situação da Mata Atlântica no Paraná é crítica principalmente nas regiões de ocorrência da floresta com araucária e floresta estacional semidecidual”.

“Outro agravante é a inexistência de unidades de conservação que preservem remanescentes florestais importantes, com áreas representativas nas diferentes situações ambientais que ocorrem no Estado. Embora o estabelecimento de unidades de conservação seja uma ferramenta importante para a conservação ambiental, não é totalmente efetiva”.

“Ilhas isoladas com unidades de conservação não são ideais. Enquanto não for implementada uma política regional coordenada pelo governo, em conjunto com instituições governamentais e não-governamentais, setor produtivo e principalmente a população local, a conservação desses ecossistemas não vai ser eficaz. É necessário o planejamento da paisagem, estabelecendo um zoneamento contemplando áreas de preservação e outras com diferentes níveis de manejo, além da restauração de florestas e estabelecimento de corredores de ligação entre fragmentos”. (Fonte: *1)

ÁREA DE ABRANGÊNCIA

Fase

UF

Área da UF

Área Terrestre

% da UF (Terrestre)

Área Marinha

Total (Terrestre + Marinha)

Fase V

PR

20.048.824

5.203.268

26%

212

5.203.480

Fase VI

8.442.749

42%

205.506

8.648.255

PRINCIPAIS ALTERAÇOES OCORRIDAS NA FASE VI - DESCRIÇÃO E JUSTIFICATIVA

No Estado do Paraná as principais alterações ocorridas da Fase V para a Fase VI foram devido a:

  1. Refinamento da delimitação da RBMA a partir da elaboração de sua cartografia digitalizada. No Estado, os trabalhos foram complementados com informações fornecidas pela Secretaria de Esado do Meio Ambiente do Paraná.
  2. Adequação do zoneamento da RBMA no Estado em consonância com o estabelecido no Manual de Revisão – Fase VI.
  3. Criação de número significativo novas unidades de conservação de proteção integral, terrestres e costeiras marinhas, consideradas como zonas núcleo, com suas respectivas zonas de amortecimento e transição.
  4. Criação de pequenas  zonas núcleo em áreas de preservação permanente e alta restrição de uso como remanescentes florestais em estágio avançado de recuperação e em RPPN.
  5. Ampliação significativa de zonas de amortecimento e transição, formando corredores de biodiversidade utilizando, matas ciliares, áreas de preservação permanente em bacias hidrográficas, terras indígenas; unidades de conservação de uso sustentável,  em áreas de extrema prioridade para conservação para o Estado e o Ministério do Meio Ambiente.
  6. Ampliação significativa de área de RBMA na região costeira e marinha incluindo zonas núcleo, de amortecimento e de transição em áreas de muito alta e extrema prioridade para criação de unidades de conservação e interação do bioma da Mata Atlântica e do Marinho.
  7. Inclusão de remanescentes, como zonas de amortecimento e transição, visando a conectividade e a formação de corredores ecológicos nas divisas com os estados de São Paulo, de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul.
  8. Modificação de zoneamento transformando zonas núcleo em zonas de amortecimento e vice versa, em função de mudanças de categoria de áreas protegidas, da criação de novas unidades de conservação e do grau de conservação dos remanescentes existentes.

ÁREAS PROTEGIDAS POR TIPO DE ZONA - FASE VI

Vide tabela no Anexo 01.
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