PARAÍBA

MAPAS DE ABRANGÊNCIA - FASE V E FASE VI

A MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA PARAÍBA

 “O Domínio da Mata Atlântica (DMA) na Paraíba abrange duas grandes áreas, perfazendo um total de 6.743 Km² e ocupando total ou parcialmente 63 municípios, incluindo os ecossistemas de mata, restinga e manguezal”.

“As atividades identificadas no levantamento, que mais impactaram esses ecossistemas de Mata Atlântica no Estado foram: a expansão da área de cultivo da cana-de-açúcar e o desenvolvimento de atividades voltadas para a carcinicultura em áreas de manguezal. No que tange à identificação de áreas com maior concentração de mata, destaque deve ser dado aos municípios de Cruz do Espírito Santo, Santa Rita, Rio Tinto e Mamanguape. A disposição dessas manchas de fragmentos florestais insinua a formação de um corredor ecológico. Outra área de destaque corresponde aos remanescentes encontrados no município de Areias e Alagoa Grande, conjunto de grande interesse ecológico e social, por tratar-se de fragmentos de mata serrana (ou brejo de altitude). O Pico do Jabre, localizado no município de Maturéia, por se constituir num encrave florestal em área de Caatinga, merece atenções especiais tendo em vista os resultados obtidos nesse mapeamento que demonstram decréscimos de área nos últimos dez anos. Convém salientar que essas três áreas constituem Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica na Paraíba, segundo os resultados do “Workshop de Avaliação de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica e Campos Sulinos”, realizado em Atibaia, São Paulo, em 1999”. (Fonte: *1)

ÁREA DE ABRANGÊNCIA

Fase

UF

Área da UF

Área Terrestre

% da UF (Terrestre)

Área Marinha

Total (Terrestre + Marinha)

Fase V

PB

5.702.556

286.828

5%

28.484

315.313

Fase VI

405.181

7%

198.045

603.227

PRINCIPAIS ALTERAÇOES OCORRIDAS NA FASE VI - DESCRIÇÃO E JUSTIFICATIVA

No Estado da Paraíba as principais alterações ocorridas da Fase V para a Fase VI foram devido a:

  1. Refinamento da delimitação da RBMA a partir da elaboração de sua cartografia digitalizada.
  2. Adequação do zoneamento da RBMA, destacando a transformação das zonas núcleo 2, existentes na Fase V, em zonas de amortecimento, em consonância com o estabelecido no Manual de Revisão – Fase VI.
  3. Criação de zonas núcleo em áreas de preservação permanente e de alta restrição de uso, especialmente manguezais, restingas e recifes de corais, consideradas de extrema e muito alta prioridade para conservação da biodiversidade pelo Estado e pelo Ministério do Meio Ambiente.
  4. Inclusão de novas unidades de conservação como zonas núcleo com destaque para os parques estaduais de Aratu , Jacarapé, Marinho de Areia Vermelha e Mata do Xem-Xem; Parque Municipal da Barra do Rio Camarat; Reserva Biológica de Guaribas; Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho e RPPN Roncador, Gargaú e Pacatuba.  
  5. Ampliação significativa da RBMA na região costeira e marinha incluindo novas zonas de amortecimento e de transição, interligando áreas de manguezais,restingas, terras indígenas, unidades de conservação de uso sustentável, áreas de desova de tartarugas  e de procriação do peixe- boi marinho,  formando corredor de biodiversidade com os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco.
  6. Supressão de áreas inseridas na Fase V, não mais consideradas do Bioma Mata Atlântica segundo os critérios atuais.

ÁREAS PROTEGIDAS POR TIPO DE ZONA - FASE VI

Vide tabela no Anexo 01.