

ALAGOAS
MAPAS DE ABRANGÊNCIA - FASE V E FASE VI
A MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DE ALAGOAS
“Apesar de praticamente toda costa brasileira ter sido ocupada pela colonização européia a partir da mesma época (século XVI), foi no Nordeste do Brasil que a Mata Atlântica foi mais rapidamente degradada. Dois ciclos econômicos foram fundamentais nesse processo: o do pau-brasil e o da cana-de-açúcar, o qual se estende até os dias atuais. Em 1990, restavam menos de 6% da extensão original da Mata Atlântica ao norte do Rio São Francisco e alguns tipos florestais,como a floresta ombrófila densa, foram reduzidos a poucas dezenas de quilômetros quadrados”.
“Grande parte das unidades de conservação de Alagoas não foi regularizada e implementada, e a fiscalização é insuficiente. Observa-se, no entanto, uma situação de grande potencialidade na conservação do bioma no Estado, com a efetivação de parcerias do governo estadual e do sistema de gestão da RBMA com o setor sucro-alcooleiro”.
Atualmente Alagoas é o Estado que concentra o maior número de Postos Avançados da RBMA, incluindo Áreas Protegidas Particulares que somam 29.000 hectares.
“Recentemente, quatro RPPNs foram criadas em áreas de usinas: a RPPN da Reserva do Gulandim, criada em 2001, com 41 ha, localizada no município de Teotônio Vilela, de propriedade das Usinas Reunidas Seresta S/A; a RPPN da Fazenda Santa Tereza, criada em 2001, com 100 ha, localizada no município de Atalaia, inserida no território da Usina Uruba, e as RPPNs Fazenda Pereira, com 290 ha, e a Fazenda Lula Lobo, com 98,6 ha, criadas em 2001, localizadas no município de Coruripe, de propriedade da S/A Usina Coruripe Açúcar e Álcool”. (Fonte: *1)
O maior remanescente protegido de Alagoas está na Estação Ecológica Murici, com cerca de 6000ha de floresta. Esta área, que abriga o maior número de espécies de aves ameaçadas de extinção nas Américas, é uma das prioridades da RBMA na Região Nordeste.
ÁREA DE ABRANGÊNCIA
Fase |
UF |
Área da UF |
Área Terrestre |
% da UF (Terrestre) |
Área Marinha |
Total (Terrestre + Marinha) |
Fase V |
AL |
2.806.090 |
512.154 |
18% |
41.832 |
553.986 |
Fase VI |
712.715 |
25% |
730.614 |
1.443.330 |
PRINCIPAIS ALTERAÇOES OCORRIDAS NA FASE VI - DESCRIÇÃO E JUSTIFICATIVA
No Estado Alagoas as principais alterações ocorridas da Fase V para a Fase VI foram devido a:
- Refinamento da delimitação da RBMA a partir da elaboração de sua cartografia digitalizada, complementado pela base de dados de áreas protegidas do Estado.
- Adequação do zoneamento da RBMA no Estado em consonância com o estabelecido no Manual de Revisão – Fase VI.
- Criação zonas núcleo, amortecimento e transição devido a criação novas unidades de conservação de proteção integral e uso sustentável , terrestres e costeiras marinhas destacando-se as reservas ecológicas do Saco da Pedra e dos Manguezais da Lagoa do Roteiro; Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais; Estação Ecológica da Mata de Murici e as RPPNs,algumas do setor sucro-alcooleiro como Fazenda Santa Tereza, Fazenda Canadá ,Fazenda Boa Sorte e Fazenda Lula Lobo.
- Criação de zonas núcleo em áreas de preservação permanente e de alta restrição de uso, especialmente remanescentes florestais, manguezais, restingas e dunas, estuários e recifes de corais consideradas de extrema e muito alta prioridade para conservação da biodiversidade pelo Estado e pelo Ministério do Meio Ambiente.
- Ampliação significativa de área de RBMA na região costeira e marinha incluindo zonas núcleo, de amortecimento e de transição em áreas consideradas de alta e extrema prioridade para conservação e interação do bioma Mata Atlântica com o Marinho, formando um corredor de biodiversidade com o Estado de Sergipe, na Foz do Rio São Francisco.
- Ampliação significativa de zonas de amortecimento em áreas no entorno da Mata de Murici, especialmente com as áreas de remanescentes florestais privados pertencentes às usinas de açúcar da região, com o objetivo de criação de um corredor de biodiversidade com o Estado de Pernambuco.
ÁREAS PROTEGIDAS POR TIPO DE ZONA - FASE VI
Vide tabela no Anexo 01.