
COLÓQUIO
FRANCO- BRASILEIRO SOBRE "FLORESTAS URBANAS"
PARQUE DE BAGATELLE - PARIS/ FRANÇA
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As florestas precisam
ser conservadas, recuperadas e manejadas como elementos
fundamentais para a qualidade de vida das cidades. No entorno
ou no interior das áreas urbanas, elas conservam
a biodiversidade, nos asseguram água potável,
equilíbrio climático, proteção
dos solos e encostas, belas paisagens e espaços privilegiados
para o lazer, a cultura e o turismo.
Complementando as discussões sobre
o tema das Florestas Urbanas e os “diálogos
com a Natureza” entre o Brasil e a França,
foi realizado em Paris, no edifício da “Orangerie”,
no Parque de Bagatelle, um Colóquio sobre o assunto
nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2005.
As 10 recomendações
do Colóquio são:
1. Promover o uso múltiplo das Florestas
Urbanas de forma a integrá-las no cotidiano dos cidadãos
como espaços de convivência social, de integração
homem-natureza e de desenvolvimento da educação,
cultura e cidadania;
2. Reconhecer e difundir a importância
das Flores-tas Urbanas como espaços privilegiados
para a educação ambiental, o lazer, o ecoturismo
de pro-ximidade, a demonstração de práticas
de desen-volvimento sustentável e outras atividades
para o desenvolvimento cultural e espiritual dos cidadãos;
3. Reconhecer e valorizar o papel das Florestas
Urba-nas para a conservação da Biodiversidade,
dos mananciais de água potável, dos solos
e encostas, do equilíbrio climático e da qualidade
paisagís-tica, entre outros serviços ambientais
que são essenciais para a qualidade de vida nas cidades
;
4. Estimular a conservação
e recuperação dos remanescentes florestais
existentes no interior e no entorno das cidades, bem como
nas Zonas de expansão urbana, através de criação
de parques, do zoneamento do território, do tombamento,
da promoção de pesquisas científicas
na área da biodiversidade e a sócio economia,
assim como de todos os demais mecanismos que possibilitem
a permanência, e integridade desses remanescen-tes
florestais a longo prazo;
5. Incrementar a recuperação
de áreas degradadas e a revegetação
de áreas urbanas, considerando-se a diversidade de
espécies e variabilidade genética, especialmente
nas encostas, nas margens dos rios, nos locais de interesse
paisagístico, e nas áreas públicas
ociosas, promovendo sempre que possível a conexão
de áreas florestais isoladas através de corredores
ecológicos, mosaicos de áreas protegidas e
cinturões verdes no entorno das cidades;
6. Desenvolver e implementar mecanismos de
gestão das Florestas Urbanas que possibilitem uma
efetiva participação das comunidades locais,
dos usuários e dos setores governamentais competentes,
a exemplo dos sistemas de gestão das Reservas da
Biosfera no Brasil e na França e outras experiências
positivas a serem consideradas em ambos os países;
7. Promover a inclusão do tema “Florestas
Urbanas” na capacitação de urbanistas
e outros profis-sionais envolvidos no planejamento das cidades,
bem como nos planos de ação das instituições
responsáveis pela gestão das mesmas;
8. Estimular a participação
direta dos cidadãos, da sociedade civil organizada,
da comunidade cien-tífica e dos setores empresariais
na conservação, educação ambiental
e na recuperação de áreas florestais
nas cidades, facilitando e incentivando a criação
de reservas privadas, a produção de material
didático, a inclusão do tema no currículo
das escolas e outras formas de participação;
9. Assegurar a continuidade do dialogo entre
Brasil e França sobre esses temas, aprofundando a
troca de experiências, desenvolvendo projetos integra-dos
e difundindo a importância das Florestas Urbanas nos
diversos fóruns internacionais;
10. Propor a inclusão do tema “Florestas
Urbanas” na agenda da Convenção da Diversidade
Biológica e promover a discussão dessa questão
na 8ª Reunião Internacional da CDB, que ocorrerá
em março de 2006 em Curitiba, Brasil, através
de exposições, visitas e outras atividades.
Paris,15
de outubro de 2005.