
Nas discussões do Planejamento
Estratégico surgiram questões relativas à
gestão da RBMA envolvendo entidades que não
estão diretamente incluídas no sistema da Reserva,
mas que podem estar a ela associados, descritos a seguir.
Conselhos
UCS
A lei do Sistema Nacional
de Unidades de Conservação (SNUC) definiu
a necessidade de se criar Conselhos Consultivos (e
em alguns casos deliberativos) em todas as áreas
protegidas no Brasil. O CN-RBMA por sua vez definiu
como prioridade o apoio da Reserva à criação
e implantação desses conselhos nas unidades
dentro da Reserva, contribuindo também, sempre
que possível, para seu aprimoramento institucional
nos moldes definidos pela Reserva da Biosfera, ampliando
o papel deliberativo em alguns aspectos e tendo composição
paritária.
Tais Conselhos são fundamentais
para a RBMA por serem os órgãos ambientais
responsáveis pela gestão das Zonas Núcleo
da RBMA, que correspondem às referidas unidades
de conservação.
Há também o interesse
de que os Comitês Estaduais da RBMA como tal
estejam articulados com esses Conselhos. Atualmente
o CN-RBMA, através da Secretaria Executiva,
está participando em três Conselhos Gestores
de unidades de conservação na Área
Piloto do Alto Ribeira em São Paulo (PETAR,
PEJ, PE Intervales), responsabilidade esta, que deve
passar para o Comitê Paulista.
|
Consórcios Municipais
A Reserva representa
um ponto em comum (geográfica e conceitualmente)
para alguns municípios que pretendem unir esforços
para atividades de conservação e desenvolvimento
sustentável na Mata Atlântica. Em conseqüência
disso, dois conjuntos de municípios (um junto
à divisa dos Estados de São Paulo e
Rio de Janeiro, outro no Alto Taquari, no Rio Grande
do Sul) se organizaram em consórcios associados
à RBMA.
Foi então criado em 2002 o
Consórcio Intermunicipal da RBMA da Serra da
Bocaina e Litoral, por iniciativa e sob coordenação
do Município de Paraty. Seus estatutos devidamente
registrados foram feitos em concordância com
o CN-RBMA, mas não se criou vínculo
efetivo ou acompanhamento permanente pela Reserva
(CN-RBMA e Comitês Estaduais).
No Rio Grande do Sul, por iniciativa
dos Municípios de Ilópolis e Arvorezinha,
o Consórcio do Alto Taquari está em
situação semelhante, embora bem mais
articulado graças ao projeto “Sustentabilidade
e Certificação Florestal” coordenado
pela RBMA, que realiza os estudos sobre a erva-mate
naquela área.
Trata-se então de averiguar
a prioridade em promover esse tipo de consórcio,
o interesse de estabelecer vínculo formal com
a RBMA e, assim sendo, definir claramente papéis,
mecanismos e meios para tanto. É uma discussão
apenas iniciada, sendo necessária uma avaliação
sobre os dois casos citados e uma discussão
específica sobre a adequação
de sua continuidade como entidade associada à
RBMA.
|
|