
A
marca da RBMA foi criada em 1991, concomitante ao reconhecimento
da RBMA pela UNESCO, a partir de uma foto de Steve Nash, pesquisador
norte-americano, representando o Muriqui (Brachyteles
arachnoides).
Muriqui, o maior macaco das
Américas, é nativo e exclusivo (endêmico)
da Mata Atlântica brasileira. Animal amável,
herbívoro, vive em bandos de 7 a 20 indivíduos,
e pode chegar a 1.5 metro de comprimento, incluindo a cauda.
No grupo, a hierarquia é regida pelo afeto. Ou seja,
o centro do grupo não são os mais fortes, mas
os mais queridos, que se destacam porque são os que
mais ganham abraços dos companheiros.
No
entanto, existem duas espécies do Gênero
Brachyteles. O Brachyteles arachnoides,
ou Muriqui do Sul, tem sua ocorrência na região
compreendida nos remanescentes de Mata Atlântica de
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São
Paulo, e recentemente, 2003, foi observado no norte do Paraná.
Esta espécie é também conhecida como
mono-carvoeiro, devido à cor escura de sua cara.
A outra espécie é
o B. hypoxanthus, ou Muriqui do
Norte, que ocorre exclusivamente nas matas de Minas Gerais
e Espírito Santo e Rio de Janeiro. A característica
diferencial é que o Muriqui do Norte possui a face
e a genitália manchadas de rosa e branco.
Atualmente, o B. arachinoides está incluído
na lista de espécies ameaçadas de extinção
do Brasil (MMA) e dados atualizados do Programa Muriqui sugerem
que a população atual esteja reduzida a menos
de 800 exemplares. Sua população original chegou
a ser estimada em 400 mil indivíduos.*
* Com informações
do Programa Muriqui e da Revista da Fapesp, Capa- Macacos
quase falantes/Ed.85-03/03- pg3/3.
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