Apoio a Núcleos de Excelência no Amazonas (Centros de Pesquisa)

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aprovou na semana passada quatro projetos de pesquisa do Amazonas para o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). As propostas já haviam sido aprovadas pelo Comitê Consultivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que atua em parceria com o CNPq no programa, e aguardava a aprovação em âmbito federal.

Financiado pelo CNPq e Fapeam, o Pronex destinará R$ 1,8 milhão a pesquisas selecionadas no Estado do Amazonas, sendo R$ 450 mil para cada projeto. A Fapeam participa com um terço do valor global do financiamento como contrapartida dos investimentos do CNPq. Todos os coordenadores pertencem ao quadro de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os projetos aprovados são “Planejamento de levantamentos da biodiversidade e monitoramento de processos ecossistêmicos para a inclusão científica de comunidades rurais ao longo da BR-319 no Estado do Amazonas”, coordenado por William Ernest Magnusson; “Caracterização, classificação e avaliação do potencial de uso como base para uma política do manejo sustentável das áreas úmidas do Estado do Amazonas”, proposto por Maria Tereza Fernandez Piedade; “Insetos aquáticos: biodiversidade, ferramentas ambientais e a popularização da ciência para melhoria da qualidade de vida humana no Estado do Amazonas”, de Neusa Hamada; e “Manejo florestal sustentável para a Amazônia”, coordenado por Niro Higuchi.

Os trabalhos são desenvolvidos por grupos de pesquisadores, que formam os núcleos de excelência. Nos quatro projetos selecionados, estão envolvidos 97 pesquisadores, professores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado de instituições locais, nacionais e internacionais. O maior grupo é o de Neusa Hamada, com 38 participantes, seguido pelo de Magnusson, com 25. Os outros dois projetos têm, cada um, 17 participantes.

Odenildo Sena, presidente da Fapeam, destacou o intercâmbio entre os pesquisadores de alto nível reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e os pesquisadores locais em início de carreira como uma das vantagens do programa. “Com isso, a pesquisa na região se fortalece”, afirmou. Sena considerou inovadores para a região os projetos de pesquisa aprovados pelo Pronex.

O edital do programa foi lançado no fim do ano passado e a Fapeam recebeu sete propostas, das quais quatro foram selecionadas e encaminhadas para apreciação da Comissão de Coordenação do Pronex e da diretoria executiva do CNPq.

O Pronex foi criado em abril de 1996, pelo governo federal, com o objetivo de contribuir para consolidar o processo de desenvolvimento científico-tecnológico brasileiro, por meio de apoio financeiro a grupos de alta competência e com liderança no setor de sua atuação.

Nos últimos três anos, o governo federal, em parceria com os governos estaduais, por meio das fundações de amparo à pesquisa, destinou recursos superiores a R$ 100 milhões para financiamento de pesquisas de núcleos de excelência em todo o país.

As parcerias com as instituições de fomento estaduais começaram a ser feitas a partir da reformulação do Pronex, em 2003. Desde então, até o final de 2006, haviam sido firmados convênios com 18 estados e selecionados 250 núcleos de excelência.

Mais informações: www.finep.gov.br e www.cnpq.br/programasespeciais/pronex/index.htm

Agência FAPESP (02/07/2007)

 
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