Embrapa aponta que Brasil será o maior exportador de orgânicos

Em dez anos, o Brasil será o maior produtor e exportador de produtos orgânicos do mundo.

A avaliação é do engenheiro agrônomo José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

De acordo com ele, a expectativa é baseada no crescimento da área de agricultura orgânica no país nos últimos anos e na maneira como ela vem sendo implantada pelos produtores nacionais.

"O Brasil tem o diferencial de certificar as propriedades adotando um sistema de agroecologia, enquanto nos outros países há apenas a substituição de insumos", afirmou o pesquisador da Embrapa.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, hoje a área de agricultura orgânica certificada ocupa cerca de 800 mil hectares de terras cultivadas no país.

O Mapa e o Ministério do Meio Ambiente avaliam a incorporação de outros 5 milhões de hectares em áreas de extrativismo às estatísticas de orgânicos.

Polidoro, da Embrapa, disse que o crescimento anual da área orgânica certificada no país tem sido de 3% nos últimos anos.

Empresa de Jarinu cresce

O crescimento da agricultura orgânica no país abre portas no mercado exterior.

A Cassiopéia, empresa de Jarinu que produz cosméticos e produtos de limpeza com base de extratos vegetais, deve começar a exportar extrato de babosa orgânica ainda esse ano.

De acordo com o diretor da empresa, Falk Weltziem, uma multinacional do setor de cosméticos com sede nos Estados Unidos avalia o extrato de babosa orgânica produzido pela empresa.

"A expectativa é que até o final do ano a gente comece a fornecer o produto para eles", disse Weltziem.

Segundo ele, a certificação aumenta em 30% o preço do produto em relação à babosa convencional.

A Cassiopéia tem cerca de 100 mil pés de babosa cultivados em seis hectares numa fazenda em Jarinu.

A plantação é certificada pelo IBD (Instituto de Biodinâmica) desde 1998.

Tecnologia é desafio

Para o pesquisador José Carlos Polidoro o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias é o principal desafio para o crescimento da agricultura orgânica no país.

"Ainda há uma distância muito grande entre o produtor rural e a tecnologia que pode ser aplicada no campo", afirmou Polidoro.

De acordo com ele, também é preciso criar políticas públicas que possibilitem a adaptação dos produtores ao sistema de cultivo orgânico.

"Não adianta apenas destinar verba para o agricultor se ele não tem estrutura para fazer a transição do convencional para o orgânico", disse o pesquisador.

Segundo ele, um dos avanços pode ser a promulgação da Lei dos Orgânicos, que tramita no Congresso e prevê a regulamentação do conceito de agricultura orgânica no país.

(jornal bom dia - jundiai - 07/08/06)

 
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