Grupo de Trabalho 7 - Coordenação das Redes Nacionais de Reservas da Biosfera

Moderadora: Sra. Catherine Cibien (França)

O grupo de trabalho escutou as apresentações realizadas pelas Sras. Catherine Cibien (França) e María Herrera (Cuba), e dos Srs. Nianyong Han (China), Charles Roberge (Canadá), R.K. Rai (India), Vladimir Voloshyn (Ucrânia) e Heorhi Kazulka (Belarus).

As apresentações demonstraram que as estruturas de coordenação em âmbito nacional precisam de apoio, em términos financeiros, assim como de recursos humanos; um apoio que se identifica como seu e constante. Para poder assumir seus deveres essenciais a serviço das redes de Reservas de Biosfera nacionais, acrescenta-se:

Intercambiar informação (entre as próprias Reservas da Biosfera, mesmo que interface em âmbito nacional e internacional)
Desenvolver atividades/projetos conjuntos/coordenados (incluindo investigação, controle, formação, sistemas de informação e materiais, etc.)
Obter fundos e ”pressão política” em âmbito nacional e internacional

O núcleo da implantação da Estratégia de Sevilha é a existência de Reservas da Biosfera bem sucedidas, isto é, onde não somente se declare o conceito de Reserva da Biosfera, mas também que se coloque em prática. Isto significa que as Reservas da Biosfera individuais precisam de um apoio adequado desde as estruturas de apoio/coordenação nacionais como as internacionais que, por sua vez, precisam mobilizar o apoio necessário para permitir o cumprimento de seus mandatos. Somente se pode conseguir uma interação contínua e positiva entre a) as Reservas da Biosfera, b) as estruturas e/ou mecanismos de coordenação nacional e c) a Secretaria do MAB e as redes regionais caso existam estruturas nacionais fortes e ativas.

Finalmente ressaltou-se que o simples fato de fazer parte de uma rede deveria gerar vantagens para as Reservas da Biosfera individuais.

Recomendações:

1. Os coordenadores das Reservas da Biosfera deveriam estar intimamente associados com a estrutura nacional de coordenação.

2. No caso dos lugares nomeados como Reservas da Biosfera, o Comitê Consultivo para estas deveria verificar que estejam indicados com clareza os planos ou estratégias de apoio financeiro ou humano para assim garantir sua ligação com as estruturas e/ou mecanismos nacionais de coordenação. (Também deveria utilizar este critério quando as estruturas nacionais sejam revisadas). Espera-se que, através deste processo de comprovação, os países se sintam estimulados a (voltar a) comprometer-se, em particular ao examinar a situação de suas redes nacionais sob o prisma dos indicadores da implantação da Estratégia de Sevilha.

3. A Secretaria deveria ajudar aos Estados Membros a identificar e apresentar propostas a agências potenciais doadores/financeiros para obter o apoio que permita o estabelecimento e a coordenação de uma rede nacional de Reservas da Biosfera e também projetos específicos em suas Reservas da Biosfera.

4. Deveriam estimular as estruturas nacionais de coordenação para que troquem e/ou compartilhem seu material e recursos humanos (sobre uma base bilateral ou multilateral).


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