Grupo de Trabalho 2 - As Reservas da Biosfera Como Elementos de Projeção e Bases Para a Difusão da Rede Mundial

Moderador: Sr. Juan Antonio Menendez Pidal, España

O moderador fez uma breve introdução, onde lembrou a principal recomendação do objetivo IV.2: Consolidar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Estratégia de Sevilha. A reunião se iniciou com breves apresentações de projetos em reservas da biosfera. Estudos de casos foram apresentados pelos Srs. Baptiste Noël Randrianandianina da Reserva da Biosfera Mananara Nord em Madagascar, Driss Fassi da Reserva da Biosfera da Arganeraie em Marrocos, Heorhi Kazulka Reserva da Biosfera Pushcha em Belarus, Claudio Daniele das Reservas da Biosfera Argentinas e Joao Albuquerque da Reserva da Biosfera da Mata Atlantica no Brasil. Depois, o Sr. Juan Antonio Menendez Pidal explicou o apoio às Reservas da Biosfera na sub-rede Redbios.

As intervenções foram referentes à comunicação de “bons projetos”, a consolidação dos centros que melhor trabalham e a eliminação das reservas da biosfera que não funcionam bem. Um participante propôs reduzir os prazos entre as revisões periódicas.

Ressaltou-se a importância da função das redes regionais e a necessidade de melhorar a comunicação com os atores locais. Outras intervenções consideraram como prioridade o financiamento internacional e nacional, a visibilidade, a publicação de casos que tiveram êxito também através dos “MAB Digests”. Foi bem acolhida a idéia de criar um prêmio MAB para as iniciativas bem sucedidas. Insistiu-se na necessidade de publicar em idiomas locais, na oportunidade de aumentar a visibilidade das Reservas da Biosfera, apresentando a rede em congressos e eventos de âmbito internacional, como por exemplo o próximo Congresso de Parques Nacionais IUCN, que se realizará em 2003. Como as Reservas da Biosfera devem ser também economicamente viavéis, ressaltou-se a relevância destas gerarem ingressos para a população local em países em desenvolvimento.

Recomendações:

1. As autoridades nacionais e as redes regionais devem criar mecanismos de informação regionais ou sub-regionais através de boletins eletrônicos, folhetos impressos, etc., com o apoio das oficinas regionais da UNESCO.

2. Preparar projetos locais e nacionais com a participação das Reservas da Biosfera para doadores utilizando modelos como os do GEF/Bielo-Rússia, GTZ/Marrocos, Holanda/Madagascar, com apoio logístico da UNESCO. O Secretariado deve elaborar pautas para negociar com os doadores.

3. Reforçar os mecanismos de avaliação utilizando os sistemas das redes temáticas e regionais.

4. Os responsáveis locais e as autoridades nacionais devem desenvolver mecanismos para aumentar a visibilidade das reservas da biosfera.

5. As autoridades locais e nacionais devem utilizar as novas tecnologias para publicar os casos bem sucedidos.

6. As atividades locais e nacionais devem melhorar a participação das ONGs para arrecadar fundos e estabelecer vínculos entre as Reservas da Biosfera.

 

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