
Conservar e, mais do que isso,
recuperar o que for preciso da Mata Atlântica, perdida
no duro processo de construção do País,
é prioridade deste Ministério. Com isso o Brasil,
seguramente, vai agregar qualidade ao seu desenvolvimento.
O País resgata uma dívida importante que temos
com a conservação da biodiversidade do planeta.
E estruturalmente incrementa a atividade econômica nas
regiões em que se situa, gerando emprego e renda.
Hospedeira importante dos espaços
geográficos onde se desenhou a nossa nacionalidade,
a Mata Atlântica, ao longo desse processo, foi sendo
substituída por atividades produtivas que sistematicamente
a arrasaram.
De sua cobertura original (1,2
milhão de Km2), restam-lhe pouco mais do que 7%. A
seu modo, a Floresta Atlântica contém, ainda,
a mais rica diversidade biológica relativa das florestas
tropicais conhecidas.
Sua devastação
é o ônus que a cidadania pagou para a construção
do País. O grande número de espécies
endêmicas que apresenta faz do Domínio Florestal
Atlântico uma região prioritária para
a conservação da biodiversidade brasileira.
Promover, portanto, o desenvolvimento
sustentável das regiões de Mata Atlântica,
combinando as atividades produtivas, nela já instaladas,
com a conservação de seus remanescentes, é
questão básica das abordagens deste Ministério.
Recuperar parcelas significativas dessas Florestas Atlânticas
perdidas, para reforçar esses trabalhos que buscam
a conservação da riqueza biológica da
Mata Atlântica, é componente importante desses
esforços.
A fórmula do sucesso
dessas iniciativas é a da parceria. Esses trabalhos
serão desenvolvidos em conjunto com parcelas organizadas
da Sociedade, com atividades que já realizam no domínio
da Mata Atlântica, ou mesmo tão somente interessadas
na preservação de sua integridade.
A ação para trazer
a sociedade a esses esforços conjuntos pede transparência
aos procedimentos governamentais. É preciso sinalizar
aos atores envolvidos o quanto o governo, em seu todo, está
empenhado sinceramente em atingir esses objetivos. As instâncias
de governo precisam agir de forma franca e coordenada, para
merecer de seus parceiros a confiança que necessita.
E é com esse espírito que iniciamos os procedimentos
de perenização de Corredores Ecológicos
de Mata Atlântica, para a conservação
de sua diversidade biológica.
Para tanto, cabe ao governo
apresentar, a seus parceiros, uma primeira versão de
propostas de ações. No extraordinário
acervo de sua memória técnica, vai buscar os
elementos que as compõem.
Um exemplo importante é
o que está contido nos trabalhos para a concepção
e implantação da Reserva da Biosfera da Mata
Atlântica. Seu planejamento espacial preconiza procedimentos
para a conservação do Bioma. Traz as diretrizes
para a recuperação dos espaços vitais
das florestas que se perderam.
Propõe, como ação
prioritária, recuperar a cobertura de áreas
desflorestadas e, com isso, restabelecer a conectividade perdida
entre os seus atuais remanescentes significativos. É
a formação de Corredores Ecológicos,
que a Reserva já então apresentava como artífices
estratégicos do sucesso de qualquer esforço
pela conservação da biodiversidade do Bioma.
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