
Quem
fez o que pela Mata Atlântica nos anos 90?
Para mapear as experiências
realizadas na década de 90 por órgãos
públicos, ONGs, empresas públicas e privadas,
universidades, escolas, instituições de pesquisa
públicas e privadas, movimentos sociais, sindicatos,
cooperativas, entre outras instituições, em
um dos biomas mais ameaçados do planeta, do qual restam
apenas 7,6% da área original, foi desenvolvido em 2001,
o projeto de Avaliação do Esforço de
Conservação, Recuperação e Uso
Sustentável dos Recursos Naturais da Mata Atlântica,
conhecido como Quem Faz o que pela Mata Atlântica.
Os resultados do mapeamento
das ações em prol do bioma entre 1990 e 2000
foi realizado em parceria pelo instituto Socioambiental (ISA),
pela Rede de ONGs da Mata Atlântica, pelo Conselho Nacional
da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e pelo WWF-Brasil
e estão reunidos em um livro lançado em Brasília
em agosto de 2004.
De acordo com o cadastramento,
foram realizados 829 projetos na Mata Atlântica entre
1990 e 2000, dos quais 82 não foram analisados devido
à lacuna das informações fornecidas.
Dos 747 projetos analisados, 456 tinham como objetivo principal
a conservação da Mata Atlântica, 137 a
recuperação, e154, o uso sustentável.
As Organizações Não-Governamentais (ONGs)
responderam pela execução da maior parte deles
(47%). Em seguida, aparecem os órgãos públicos
municipais (20,77%).
Considerando que alguns projetos
envolvem mais de uma ação, o principal componente
de 162 deles foi a educação ambiental, de 138,
a pesquisa e o monitoramento, de 137, a proteção
de espécies de flora e faunas nativas, de 134, o apoio
às Reservas Particulares de Proteção
Natural (RPPNs), e de 122, o apoio às Unidades de Conservação
públicas.
Tendo-se em vista os projetos
analisados, o bioma recebeu um investimento de R$ 390 milhões
na década de 90. Mais de 55% foram repassados a Estados,
apesar de mais de 70% deles terem abrangência municipal
e local. O Fundo Nacional do Meio Ambiente (Funbio) foi o
financiador de maior número de projetos (180), seguido
do Unibanco Ecologia (166) e da Fundação o Boticário
de Proteção a Natureza (91).
Com tiragem de 2 mil exemplares,
distribuídos prioritariamente para organizações
da sociedade civil e instituições públicas
que atuam no bioma, a publicação apresenta uma
análise das experiências cadastradas, a distribuição
geográfica dos projetos em mapas e a síntese
dos dados por àrea de abrangência – nacional,
estaduais e municipais.
Além disso, inclui um
CD-ROM com a versão integral da publicação
em pdf, base de dados completa dos projetos cadastrados e
um programa simplificado que permite aos usuários que
não disponham de programas de banco de dados obterem
listagens simplificadas, com diversas opções
de cruzamento de informações.
Em breve o texto do documento
estará diponível neste site.
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