
Projeto Corredores Ecológicos
O Projeto Corredores Ecológicos propõe
uma nova abordagem para a proteção da biodiversidade
em sete grandes áreas de floresta tropical ("corredores"
ou "bio-regiões"), localizadas na Amazônia
e na Mata Atlântica. Estes corredores incluem áreas
de biodiversidade excepcional e englobam muitas das áreas
protegidas existentes, incluindo unidades de conservação
de proteção integral e de uso sustentável
federal, estaduais e municipais, reservas particulares e
terras indígenas.
O Corredor Ecológico não é
simplesmente uma área de proteção ambiental,
mas uma proposta de trato das atividades de um determinado
espaço do território em escala regional.
Histórico
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Figura 1 - Os sete corredores
(em estaque: Corredor Central da Mata Atlântica
e Corredor Central da Amazônia) |
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O Programa Piloto para Proteção
das Florestas Tropicais do Brasil em sua estruturação
em 1991, incluía um Projeto denominado Parques e
Reservas, que deveria dar continuidade ao trabalho que estava
nessa época sendo executado pelo Programa Nacional
do Meio Ambiente - PNMA, no âmbito de um componente
denominado Unidades de Conservação. Quando
foram feitos as primeiras propostas para o projeto Parques
e Reservas, estas tinham a mesma fisionomia do que estava
sendo executado no PNMA.
Pouco antes, com a realização
da Rio 92, o desenvolvimento sustentável ganhou espaço
e categorias de unidades de conservação de
uso sustentável, começaram a dispor de melhor
aceitação. Em paralelo, os órgãos
responsáveis pelas unidades de conservação
de proteção integral começaram a entender
que não era possível administrar e manejar
uma unidade, considerando exclusivamente seu espaço
físico limitado pelas cercas que definem seus limites.
Depois de discutidas as versões preliminares
do Projeto Parques e Reservas, não havendo um consenso
sobre a proposta, foi realizado um workshop que discutiu
propostas e alternativas à mesma. Como resultado
desses trabalhos, foi contratada uma equipe de profissionais
da conservação da biodiversidade, lideradas
por Márcio Ayres e Gustavo da Fonseca que apresentaram
em 1996 o documento “Os Corredores das Florestas Neotropicais”.
Diversas versões seguiram a estas primeiras até
a avaliação do Projeto Corredores Ecológicos
em dezembro de 2000. Neste processo e com base na informação
então existente foram propostos sete grandes corredores,
dos quais cinco na Amazônia (Corredor Central da Amazônia,
Corredor Norte da Amazônia, Corredor Leste da Amazônia,
Corredor Oeste da Amazônia, Corredor dos Ecótonos
Sul-amazônicos) e dois na Mata Atlântica (Corredor
Central da Mata Atlântica e Corredor Sul da Mata Atlântica
ou Corredor da Serra do Mar). Destes, foram priorizados
o Corredor Central da Amazônia e o Corredor Central
da Mata Atlântica com o propósito de testar
e abordar diferentes condições nos dois biomas.
Objetivos específicos:
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apoiar
a proteção e o gerenciamento das áreas
legalmente protegidas nos dois corredores; |
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elaborar e implementar
modelos inovadores replicáveis para conservação
da biodiversidade nas áreas de interstício
de terras indígenas e unidades de conservação,
incluindo zonas de amortecimento e propriedades privadas;
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promover o fortalecimento
institucional dos corredores. |
O projeto será implementado
em duas fases: a primeira será desenvolvida
até julho de 2005, e financiada pelo Rain Forest
Trust Fund - RFT e pelos governos federal e estaduais, devendo
obter os seguintes resultados:
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estrutura
institucional estabelecida e em funcionamento nos
dois corredores; |
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planos de gestão
dos corredores elaborados e aprovados; |
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sistemas de monitoramento
e de vigilância revisados e implementados; |
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proposta revisada para fase 2 concluída
e aprovada; |
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estratégia de disseminação
dos Corredores Ecológicos desenvolvida. |
Implementação dos
Corredores
Considerando que os ecossistemas da
Amazônia e da Mata Atlântica apresentam realidades
distintas, a implementação de cada um dos
corredores exige estratégias específicas.
No Corredor Central da Amazônia-CCA
a estratégia é garantir a conectividade entre
as áreas protegidas por meio de ações
que visem à manutenção e à ampliação
de zonas de conservação, além do apoio
às políticas de utilização sustentável
dos recursos naturais nas áreas de insterstício.
No Corredor Central da Mata Atlântica-CCMA,
a estratégia é assegurar a proteção
dos remanescentes florestais significativos e incrementar,
gradativamente, o grau de ligação entre porções
nucleares da paisagem por meio do controle, proteção
e recuperação da cobertura florestal e desenvolvimento
de atividades de produção sustentável
que contribuam com essa conexão.
A região da Serra
do Mar estará incluída na Fase II
do Projeto, com a divulgação de um
diagnóstico. Por enquanto, o Projeto Corredores
Ecológicos ainda realiza estudos na área.
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