
Corredores de Biodiversidade
integram diferentes escalas de proteção ambiental,
desde a local até a regional.Um Corredor inclui porções
suficientemente grandes e criteriosamente selecionadas de
ambientes naturais, que representa, diferentes ecossistemas.O
objetivo de um Corredor é aumentar a conexão
entre remanescentes de paisagens permitindo o trânsito
e as trocas genéticas de espécies no longo prazo.Grandes
parcelas de hábitats são necessárias
para a manutenção da biodiversidade e dos processos
ecológicos.Hoje, todas as oportunidades para a proteção
permanente dessas grandes áreas devem ser aproveitadas.
Às vezes, estas oportunidades são reduzidas,
sobretudo na fragmentada Mata Atlântica.
Freqüentemente,
as Unidades de Conservação são muito
pequenas e isoladas para proteger ecossistemas e processos
evolutivos .Na maioria dos hotspots (as áreas mais
ricas e ameaçadas do planeta) , os remanescentes de
habitat não protegidos encontram-se gravemente ameaçados.
Na ausência de vastas
extensões de hábitats naturais contínuos
buscam-se formas sustentáveis e pouco impactantes de
uso do solo, permitindo a mobilidade e o intercâmbio
genético da flora e fauna entre fragmentos.
Os Corredores de Biodiversidade
também têm por objetivo incluir toda a sociedade
civil nos processos práticos e políticos da
conservação da biodiversidade, provando que
a disponibilidade de recursos naturais no longo prazo depende
da ação dos cidadãos de hoje.Por isso,
o envolvimento ativos dos atores locais e o desenvolvimento
de sua capacidade de planejamento e habilidade de implementação
de ações de conservação são
fundamentais para a sustentabilidade dos Corredores de Biodiversidade.
(Aliança para Conservação da Mata Atlântica)
Corredor de Biodiversidade
da Serra do Mar
O Corredor de Biodiversidade
da Serra do Mar, definido pela Conservação Internacional-Brasil,
é compreendido pela bacia hidrográfica do rio
Paraíba do Sul, no Estado de São Paulo, parte
da Serra da Mantiqueira em Minas Gerias e o Estado do Rio
de Janeiro, tendo como limite norte o Rio Paraiba do Sul.
De acordo com a entidade, “a
porção da Serra do Mar entre os estados do Rio
de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais possui um dos
principais trechos contínuos de Mata Atlântica
e uma das maiores concentrações de espécies
endêmicas de muitos grupos da fauna e flora, ou seja,
com espécies que só existem lá e em nenhum
outro lugar do planeta. Os riachos costeiros do Rio de Janeiro
apresentam o mais elevado nível de endemismo de peixes
da Mata Atlântica e a Serra da Mantiqueira , em Minas
Gerais, destaca-se como a maior diversidade de mamíferos
de pequeno porte desse hotspot. Nessa região, muitos
remanescentes de mata compõem unidades de conservação,
o que os tornam propícios para ações
e investimentos em conservação a longo prazo
- particularmente para a implementação de corredores
destinados a aumentar a conectividade entre fragmentos. |