
A araucária é
facilmente reconhecida por sua alta copa, em forma de taça.
Nas pontas de seus ramos estão as grimpas ou sapés.
O conhecido pinheiro-do-paraná
é um fóssil vivo, de uma dos gêneros mais
antigos da flora do planeta. Seus primeiros registros são
do Período Jurássico, entre 190 e 150 milhões
de anos. Sobreviveu, mas agora, por conta da ação
humana, está desaparecendo.
Dados do Instituto Nacional
do Pinho, precursor do IBAMA, informam que do volume de 902.876
m3 de madeira exportados em 1962, só o Pinho participou
com 91,9%, gerando uma receita da ordem de 14,2999 bilhões
de cruzeiros (cerca de US$ 24 milhões).
Até a década
de 40, o Paraná possuía 7,628 milhões
de hectares de pinherais nativos , ocupando 38,7% do território
estadual.Este patrimônio natural foi intensamente explorado
a partir de meados do século XX.
Através do estudo dos
pinherais paranaenses realizado em meados de 60, a CODEPAR
que antecedeu o BADEP, verificou que o volume dos cortes-três
milhões de metros cúbicos- excedia 10 vezes
a capacidade de recomposição anual das matas
naturais. Calculando que a madeira explorável do Pinho
era de 45 milhões de metros cúbicos, anuncio-se
que aquela velocidade de corte liquidaria esta economia em
15 anos. Apesar do alerta, nada eficaz ocorreu para deter
os desmatamentos, até se esgotar as imensas reservas
dos pinheirais paranaenses.
Daquele potencial madeireiro
restou menos que 2,1% das antigas florestas.Deste percentual,
raras são matas primitivas, com volume de madeira entre
300 e 380 m3 por hectare em plena capacidade de se perpetuar.As
matas secundárias tem volumes inferiores a 70 m3 apresentando
matas rarefeitas, geneticamente isoladas, com espécimes
de pequena altura e baixo diâmetro , com árvores
bifurcadas, rejeitadas nos aproveitamentos realizados. Somente
9,22% dos pinheirais paranaenses estão em algum tipo
de unidade de conservação.
Há esperança
que seu potencial econômico venha a ser resgatado.Para
isto é preciso que sejam plantados muito pinheiros.Alguns
em áreas de preservação permanente, onde
jamais serão cortados.Outros, em reservas legais e
e3m povoamentos manejados, visando seu aproveitamento comercial
ou formando poupança familiar.Uma poupança ecológica.
O Pinheiro-do-Paraná
é uma árvore generosa em que tudo se aproveita:
madeira, resina, pinhões, até as grimpas, queimadas
no fogão do caboclo e na sapeca da erva-mate.
O Plano Grimpa é desenvolvido
pelo Instituo de Desenvolvimento Sustentável - IDS,
com a participação da Universidade Federal do
Paraná, a Pontifícia Universidade Católica
do Paraná e o CEFET- PR. |