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Reduzida a 0,3% de sua área original na região nordeste do país, excetuando-se o sul da Bahia onde possui maiores fragmentos, ainda hoje fortemente ameaçados, a Mata Atlântica sobreviveu principalmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, formando um grande corredor ecológico, graças ao relevo acidentado e à pobreza dos solos das Serras do Mar e da Mantiqueira, uma série de montanhas costeiras com até 2.5000 metros de altura, que caracterizam o litoral sul e sudeste do Brasil. Notavelmente 20% de todos os remanescentes florestais se encontram no Vale do Rio Ribeira de Iguape, na fronteira dos estados de São Paulo e Paraná e apenas 200 km de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, com mais de 15 milhões de habitantes.

Resumidamente tem-se na região litorânea, no Nordeste, pequenas ilhas remanescentes de mata isoladas e ao sul e Sudeste manchas mais expressivas cujo principal corredor chega a mais de 2.000 km de extensão.As áreas mais para o interior, situada no planalto brasileiro, estão tão devastadas quanto a região nordestina, restando aí poucos exemplares da mata primitiva.

Por tudo isto a Mata Atlântica é hoje considerada como uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção e um dos “hotspots” da biodiversidade mundial e prioritária para sua conservação em nível global. Apesar de grande ameaça ela ainda apresenta áreas de enorme importância biológica que merecem ser protegidas e em muitos casos ampliadas.

Desde 1990 a Fundação SOS Mata Atlântica vem produzindo o Atlas sobre o bioma e seus remanescentes. A partir de 1995 iniciou a produção do Atlas da Evolução desses remanescentes localizados ao sul de Salvador. Aqui você pode ver alguns dos exemplos. Para ver mais detalhes, inclusive a situação da Mata Atlântica nos diversos municípios, visite o site da SOS Mata Atlântica.